18. Campanha da Ficha Limpa
Remexendo nos meus documentos encontrei um texto que escrevi em 2005 sobre a iniciativa popular de lei contra a corrupção eleitoral (lei 9840), como Capitulo 13 do livro “Improbidade Administrativa: responsabilidade social na prevenção e controle”, publicado tambem em CD pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público do Estado do Espírito Santo ( (ceaf@mpes.gov.br)
Nesse texto, cujo titulo é “O papel da sociedade civil no combate à improbidade administrativa”, indico também um caminho – o da responsabilidade dos partidos – para se evitar que pessoas com passado não muito limpo possam se candidatar a postos eletivos, objeto da Iniciativa Popular lançada em 2008 pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – MCCE, (ver www.mcce.org.br), que já está com mais de 800.000 assinaturas coletadas – a Campanha da Ficha Limpa (ver http://campanhafichalimpasp.blogspot.com).
Mais recentemente (5 de maio de 2009) escrevi outro artigo, agora sobre essa Iniciativa Popular, com o titulo ”Campanha da ficha limpa – perspectivas e mal-entendidos“, que agrego tambem a estas minhas estantes.
Os interessados em coletar assinaturas para esta iniciativa popular de lei podem obter as folhas de coleta e outras informações no site do movimento: www.mccce.org.br.
Bem-vindos todos que se associarem a este esforço cidadão.
17. Natal 2007 rumo a 2008
Entre as muitas mensagens de Natal que recebi, a que mais me emocionou foi este video que coloco na estante, vindo da China por amigos suecos e uruguaios. Andei perguntando o que significaria o ideograma chinês que aparece no fundo do palco. Um amigo brasileiro me disse que poderia ser ”A nossa maior força-e-inteligência está no coração”. É uma bela mensagem.
16. Discutindo o futuro do Fórum Social Mundial
Em todos os Fóruns mundiais, desde 2004, esse tema tem sido objeto de muitas oficinas e seminários. Obviamente, há até gente que gostaria que ele acabasse logo… Agora, com a inovação do Dia Mundial de Mobilização (em 26 de janeiro), a discussão se intensificou.
Acabo de receber um numero especial da publicação “Focus on trade”, de Bangkok, com quatro artigos elucidativos sobre o atual conteúdo desse debate.
Entre eles há um artigo meu, no qual completei minha resposta a um artigo do filipino Walden Bello (apresentei este artigo, com minha primeira resposta, na nota 2 deste blog).
E há um artigo muito bom de um indiano que trabalha na Clark University dos EEUU, situando, na análise do futuro do FSM, o Fórum Social realizado no ano passado naquele país.
Especialmente interessante é o quarto artigo – uma análise cuidadosa feita por Boaventura de Souza Santos, sobre o FSM e a esquerda mundial, que dá uma visão muito completa e inovadora do caráter da luta política no século XXI, com bons recados a muita gente…
Os artigos estão todos em inglês, menos, por sorte, o do Boaventura, que está também em português. Coloco-os todos nesta estante para quem tiver a possibilidade de os ler. E quem sabe logo saem outras traduções, que trarei também para a estante (aliás, seria ótimo se houvesse algum herói disposto a traduzi-los).
Agrego à estante um outro artigo meu sobre o mesmo assunto, que retoma, resumindo-os, os principais argumentos do agora publicado por Focus. Ainda somente em inglês e francês, infelizmente.
• Special Issue on the World Social Forum
• The Forum at the Crossroads – Walden Bello
• The Contribuition of the US Social Forum: A Reply to the Debate on the Open Space – Thomas Ponniah
• Answering Cacim’s Call for an WSF Evaluation – Chico Whitaker
• IPS Interviews Walden Bello About the Future of the WSF.
• The World Social Forum and the Global Left – Boaventura de Sousa Santos
• A Esquerda no Século XXI: as lições do Fórum Social Mundial – Boaventura de Sousa Santos
• World Social Forum – A Process in Construction – Chico Whitaker
• Le Forum Social Mondial – Un Processus en Construction - Chico Whitaker
15. Decidir por votos ou por consenso?
Nas atividades que se multiplicam pelo mundo para organizar atividades no processo do Fórum Social Mundial, um grupo de companheiros tinha tomado uma decisão por votos. Foi uma votação apertada, quase 50 % de cada lado. Isto certamente deixou muitos insatisfeitos, levando-os até a apresentação de um recurso, que não sei se foi levado em conta: surgiu a necessidade de uma “coordenação” assumir uma das decisões – o que num “colegiado” nem sempre é uma boa saída. Decidi então escrever um pequeno texto sobre o assunto, para mandar a esses companheiros, como uma contribuição à reflexão que devem ter feito.
Coloco nesta estante um pedaço do texto que enviei, assim como três pequenos capitulos que abordam o tema do consenso no meu livro sobre “O Desafio do Fórum Social Mundial”.
14. Sobre redes
Viví minha primeira experiência de trabalho em rede, sem chamá-la ainda de “rede”, de 1975 a 1981. Era encarregado, juntamente com minha mulher Stella, do escritório em Paris das “Jornadas Internacionais por uma sociedade superando as dominações”, projeto de intercomunicação horizontal de experiências lançado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com o apoio de cinco outras conferências episcopais. Estávamos na década seguinte aos chamados “acontecimentos de 1968″, em que jovens se levantaram, em todo o mundo, contra diferentes tipos de autoritarismo. A rede era uma forma de organização democrática da ação política, que se começava a inventar.
Depois de voltar ao Brasil em 81, vivemos outras experiências desse tipo, apoiados na Associação para o Desenvolvimento da Intercomunicação – ADI: na Associação Paulista de Solidariedade no Desemprego, em 83 e 84, com os Grupos de Solidariedade que ela formava; nos Plenários Pró-Participação Popular na Constituinte, de 85 a 88; como vereador a partir de 1989, na minha relação com os cidadãos que eu representava – inventamos até uma Rede de Reflexão Política Livre – Repolítica; na própria ADI, com as Redes de Trocas de Saber – Universidade Mutua e os Clubes de Trocas; e mais tarde com a Iniciativa Popular contra a corrupção eleitoral – que resultou na Lei 9840/99.
Quando vereador escrevi um primeiro texto procurando explicar melhor o que era, para mim, uma rede: “Rede, uma estrutura alternativa de organização”. Publicado em vários lugares, pode ser encontrado hoje no site http://www.rits.org.br/.
Em maio de 2002 procurei explicar oralmente essa proposta num vídeo editado pelas Irmãs Paulinas: “Sobre Redes”, posteriormente incluído em um DVD com dois outros videos sobre cidadania e eleições. (http://www.paulinas.org.br/ – DVD Eleições, cidadania e redes – Chico Whitaker [120 min])
Em 2003, numa entrevista para “Mão na massa”, publicação da RISolidaria: “Trabalhando em Rede – Reflexões”, analisei um pouco mais o conceito e suas implicações (www.risolidaria.org.br/util/view_texto.jsp?txt_id=200406090010).
Estou colocando à disposição dos interessados, nesta estante, estes três textos. Como hoje em dia a rede se tornou uma forma bastante difundida de organização social, eles podem vir a ser úteis para quem quiser entrar nessa dinâmica.
13. Deixando a Câmara em 1996 e o PT em 2006
Nestes tempos em que nem todos se sentem satisfeitos de um lado com o que acontece em nossos parlamentos, e de outro com os rumos que o PT vai tomando, muita gente me pede as cartas que escrevi ao decidir não me candidatar a um terceiro mandato na Câmara Municipal de São Paulo em 1996, e a que escrevi ao me desligar do PT em 1º. de janeiro de 2006.
Resolvi colocá-las nesta minha estante, para facilitar o acesso aos interessados em saber como eu vi, por dentro, as distorções da atividade parlamentar e do partido de que me tornei filiado em 1988.
12. Venezuela, após o referendo de 2 de dezembro de 2007
Chávez perdeu o referendo sobre reformas constitucionais, entre as quais a que lhe dava possibilidades de reeleição sem limites.
Coloco nesta estante duas entrevistas que podem esclarecer sobre o que se passa na Venezuela.
Uma do Correio da Cidadania, com Gilberto Maringoni, publicada em 5/12/07: “Derrota de Chávez em referendo é alerta” (www.correiocidadania.com.br).
Outra da edição brasileira pela Internet do Le Monde Diplomatique, com Edgardo Langer, publicada em 6/12/2007: “Aonde vai o socialismo de Chávez?” (www.diplo.com.br).
11. O desafio do Fórum Social Mundial – um modo de ver
O desafio do Fórum Social Mundial – um modo de ver
Editora Fundação Perseu Abramo / Edições Loyola, São Paulo, 2005
El desafio del Foro Social Mundial – um modo de ver
Editorial Icaria, Barcelona, 2006
Il Foro Sociale Mondiale – Un altro mondo è possibile
EDUP, Roma, 2006
Changer le monde – (nouveau) mode d’emploi
Les Éditions de l’Atelier / Éditions Ouvrières, Paris, 2006
Towards a new politics – What future for the World Social Forum?
Vasudhaiva Kutumbakam Publication (P) Limited, Delhi, 2006
A new way of changing the world World Council of Churches, Nairobi – 2007
Das Weltsozialforum – Offener Raum für eine andere WeltVSA – Verlag, Hamburg, 2007
Em 2004 escrevi um livro sobre o Fórum Social Mundial. Ele foi lançado em Janeiro de 2005, no Fórum realizado naquele ano em Porto Alegre, juntamente com o livro de Boaventura de Souza Santos “O Fórum Social Mundial – Manual de uso” (Editora Cortez, São Paulo). Tendo despertado um certo interesse fora do Brasil, ele vem sendo publicado em várias outras línguas, conforme lista acima. Nessas outras edições, o título nem sempre é o mesmo e, às vezes, têm sido agregados alguns anexos e retirados outros. Na edição francesa, alterou-se também a introdução e a ordem de apresentação dos textos. Estou colocando nesta estante as introduções de que disponho (por ora só as tenho digitalizadas em três línguas), para os interessados em conhecer o conteúdo do livro:
Introdução (português)
Introducción (español)
Introduction (english)
Introduction (en français)
10. Referendo da Venezuela
Há muita discussão sobre o referendo que vai se realizar na Venezuela no domingo 2 de dezembro de 2007. O noticiário e os comentários se centram no entanto numa só das questões colocadas nesse referendo, aquela referente à autorização para reeleições sem limite. Independentemente da posição que se tenha sobre essa questão, vale a pena saber que há mais de 30 outras propostas nesse referendo. Coloco nesta estante, para informação dos interessados, um texto divulgado por “Brasil de Fato”, que indica quais outras modificações constitucionais (as principais, na opinião do autor do texto) serão submetidas a referendo popular. Peço a quem tenha a lista completa que a envie para mim (intercom@cidadania.org.br), para que eu complete a informação da estante.
Constituição Bolivariana, antes e depois da reforma, o que muda?
9. Transposição do São Francisco
Dom Luiz Cappio, bispo de Barra, na Bahia, retomou o jejum que havia feito há dois anos, contra a Transposição do São Francisco.
Em carta divulgada ontem, dia 29 de novembro de 2007, ele diz: “Quando encerrei o jejum de 11 dias em Cabrobó, há dois anos atrás, acreditei sinceramente que o governo federal cumpriria sua palavra empenhada no acordo que assinamos. (…) O governo não cumpriu o prometido. (…) Sei que meu gesto causará estranheza e incompreensões em muitos de vocês.(…) Não estou contra o sagrado direito de vocês à água. Muito pelo contrário, estou colocando minha vida em risco para que esse direito não seja mais uma vez manipulado, chantageado e desrespeitado, como sempre foi.”
Estou colocando agora nesta minha estante dois documentos referenciais, que poderão ser úteis para quem queira seguir com a atenção e o cuidado que merece a atitude radical desse corajoso Bispo: a carta de D.Luiz divulgada ontem e um texto sobre a transposição, que circulou na Internet em julho de 2007, com muitos dados úteis para quem acompanha essa questão.